domingo, 18 de julho de 2010

O ETERNO DESCONTENTE

Um homem descontente com a sorte queixava-se de Deus.

_ Deus _ dizia ele _ dá aos outros as riquezas e a mim dá coisa alguma. Como é que eu hei de poder fazer o meu caminho nesta vida, sem nada possuir?

Um velho ouviu estas palavras e disse-lhes:

_ Acaso és tu tão pobre quanto dizes? Deus não te deu, porventura, saúde e mocidade?

_ Não digo que não e até me orgulho bastante da minha força e do verdor dos meus anos.

O velho então, pegou na mão direita do homem e perguntou - lhe:

_ Deixa cortar-te essa mão por mil rublos?

_ Nem por doze mil!

_ E a esquerda?

_ Também não!

_ E por dez mil rublos consentirias em ficar cego por toda a vida?

_ Nem um olho dava por tal dinheiro!

_ Vês _ observou o velho _ que riqueza Deus te deu e tu ainda te queixas?


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