sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A mula

Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, vivia orgulhosa dentro do curral. Era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante animal do grupo. E confiante, falava consigo mesma:

Meu pai certamente foi um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado toda sua graciosidade, resistência, espírito e beleza.

Pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples animal de carga, cansada de tanto caminhar, exclama desconsolada:

Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, pode Ter sido apenas um simples Burro de carga.


Autor: Esopo

Moral da História:
Ao desejar ser aquilo que não somos, estamos plantando dentro de nós a semente da frustração.

A Lebre e o Cão de Caça

Um Cão de caça, depois de obrigar uma Lebre a sair de sua toca, e depois de uma longa perseguição, de repente parou a caçada.

Um Pastor de Cabras vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo:

Aquele pequeno animal é melhor corredor que você.

E o Cão de caça responde:

Você não vê a diferença que existe entre nós? Eu estava correndo apenas para conseguir um jantar, mas ele, corria por sua Vida.

Autor: Esopo

Moral da História:
O motivo pelo qual realizamos uma tarefa, é o que vai determinar sua qualidade final.

A Lebre e a Tartaruga

Um dia, uma Lebre ridicularizou as pernas curtas e a lentidão da Tartaruga. A Tartaruga sorriu e disse: "Pensa você ser rápida como o vento; Mas Eu a venceria numa corrida."

A Lebre claro, considerou sua afirmação algo impossível, e aceitou o desafio. Convidaram então a Raposa, para servir de juiz, escolher o trajeto e o ponto de chegada.

E no dia marcado, do ponto inicial, partiram juntos. A Tartaruga, com seu passo lento, mas firme, determinada, em momento algum, parou de caminhar.

Mas a Lebre, confiante de sua velocidade, despreocupada com a corrida, deitou à margem da estrada para um rápido cochilo. Ao despertar, embora corresse o mais rápido que pudesse, não mais conseguiu alcançar a Tartaruga, que já cruzara a linha de chegada, e agora descansava tranqüila num canto.


Autor: Esopo

Moral da História:
Ao trabalhador que realiza seu trabalho com zelo e persistência, sempre o êxito o espera.

A Galinha e os Ovos de Ouro

Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha, que todo dia sem falta, botava um ovo de ouro.

Supondo que dentro dela deveria haver uma grande quantidade de ouro, eles então a sacrificam, para enfim pegar tudo de uma só vez.

Então, para surpresa dos dois, viram que a ave, em nada era diferente das outras galinhas.

Assim, o casal de tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham assegurado.



Autor: Esopo

Moral da História:
Quem tudo quer, tudo perde.

A formiga e a pomba...

Uma Formiga foi à margem do rio para beber água, e sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.

Uma Pomba, que estava numa árvore sobre a água observando a tudo, arranca uma folha e a deixa cair na correnteza perto da mesma. Subindo na folha a Formiga flutua em segurança até a margem.

Eis que pouco tempo depois, um caçador de pássaros, oculto pelas folhas da árvore, se prepara para capturar a Pomba, colocando visgo no galho onde ela repousa, sem que a mesma perceba o perigo.

A Formiga, percebendo sua intenção, dá-lhe uma ferroada no pé. Do susto, ele deixa cair sua armadilha de visgo, e isso dá chance para que a Pomba desperte e voe para longe, a salvo.

Autor: Esopo

Moral da História:
Quem é grato de coração, sempre encontrará uma oportunidade para demonstrar sua gratidão.

Olhe só o que dizia, Carl Gustav Jung:

"O autoconhecimento psicológico nos faz ver que os conflitos da humanidade acontecem primeiro dentro de cada um, sutilmente, para depois se exteriorizar. Para Jung, entendermo-nos com aquilo que não conhecemos de nós mesmos é o grande passo que falta ao Homo sapiens. Só assim deixaremos de ver o inimigo no outro e o reconheceremos onde sempre esteve: dentro de nós mesmos. Esta é uma verdade simples que poucos enxergam mas, que traz em si, a força das maiores revoluções."

Portanto, se os conflitos começam na mente de cada Ser, é nela que precisamos plantar as sementes de Paz!

Problemas não...desafio!

É interessante como algumas pessoas se deixam levar por pequenos problemas, ou desafios, como gosto de chamar qualquer obstáculo muitas vezes alheios a minha vontade. Precisamos ser como uma lâmina bem afiada neste sentido, pois aí os desafios batem e passam por nós nos deixando cada vez mais afiados, cada vez mais preparados para outros desafios. Gosto de pensar assim. Que posso tudo o que quero, tanto bom quanto ruim.

A lei do caminhão do lixo

Um dia peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto.
Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.
O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara.
E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.
Assim eu perguntei: "Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo 'A Lei do Caminhão de Lixo. "

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, de desapontamento e maledicência. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso como pessoal.
Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente.
Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Não passe isso adiante.

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixos estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins assim.

Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"Não permitas que os problemas externos, inclusive os do próprio corpo, te inabilitem para o serviço da tua iluminação.
Enquanto te encontras no plano de exercício, qual a crosta da Terra, sempre serás defrontado pela dificuldade e pela dor.
A lição dada é caminho para novas lições.
Atrás do enigma resolvido, outros enigmas aparecem.
Outra não pode ser a função da escola, senão ensinar, exercitar e aperfeiçoar.
Enche-te, pois, de calma e bom ânimo, em todas as situações.
Foste colocado entre obstáculos mil de natureza estranha, para que, vencendo inibições fora de ti, aprendas a superar as tuas limitações."
(Emmanuel)
"Ninguém foge aos princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo.
Cada um de nós onde se encontre agora permanece em meio da colheita daquilo que plantou, com a possibilidade de efetuar novas sementeiras."
(André Luiz)
"Aprendamos a receber a visita da adversidade, educando-lhe as energias para proveito da vida.
A ignorância é apenas uma grande noite que cederá lugar aos sol da sabedoria.
Usa o tesouro de teu amor, em todas as direções, e estendamos o bem por toda parte."
(Emmanuel)
"Tomara que você já esteja conseguindo ter uma cabeça boa, e que a sua cabeça esteja ajudando você a se livrar de coisas que já não servem mais: você não precisa do orgulho atrapalhando a sua vida, não quer mais usar o egoísmo para resolver as suas pendências, não quer mais a vaidade atravacando os seus relacionamentos, dificultando que você se dê bem com as pessoas.
Quebre estes padrões egoísta que você ainda usa, de vez em quando, porque o ego é o eu pequeno, o eu preocupado com mesquinharia, e você é muito grande, e não tem mais lugar na sua vida para nada que não seja grande e bom."
(Calunga)

sábado, 22 de agosto de 2009

Três Verbos...

Três verbos importantes existem que, bem conjugados,
serão lâmpadas luminosas em nosso caminho:
aprender, servir e cooperar.

Três atitudes exigem muita atenção:
analisar, reprovar e reclamar.

De três normas de conduta jamais nos arrependeremos:
auxiliar com a intenção do bem, silenciar,
pronunciar frases de bondade e estímulo.

Três diretrizes manter-nos-ão invariavelmente no rumo certo:
ajudar sem distinção, esquecer todo o mal e trabalhar sempre.

Três posições devemos sempre evitar:
maldizer, condenar e destruir.

Possuímos três valores que, depois de perdidos,
jamais serão recuperados:
a hora que passa, a oportunidade de elevação
e as palavras faladas.

Três programas sublimes se desdobram a nossa frente,
revelando-nos a Glória da Vida Superior:
amor, humildade e bom ânimo.

Para que possamos efetivamente evoluir,
devemos seguir sempre as três abençoadas regras da salvação:
corrigir em nós o que nos desagrada nos outros,
amparar-nos mutuamente e amar-nos uns aos outros.

E lembrar que jamais devemos culpar alguém
por aquilo que nos acontece, pois nós somos
os responsáveis diretos por tudo de bom ou de mal
que surge em nosso caminho... Sempre!
"Viver é sempre dizer aos outros que eles são importantes,
Que nós os amamos, porque um dia eles se vão
e ficamos com a nítida impressão de que não os amamos o suficiente."

Sementes de verdade

Não há luz que não espante a treva
Não há sorriso que não ilumine um semblante
Não há riso que não sane o mau humor
Não há amor que não desfaça o ódio
Não há perdão que não traga a cura
Não há humildade que não rebaixe o orgulho
Não há simplicidade que não enrugue a vaidade
Não há beleza interior
que não nuble a beleza externa
Não há tolerância que não vença a ignorância
Não há persistência que não atinja um objetivo
Não há calma que não inferiorize a ira
Não há paciência que não dissolva a ansiedade
Não há coragem que não dissolva o medo
Não há serenidade que não desarme a agressão
Não há desprendimento
que não ridicularize a avareza
Não há ambição bem dosada
que não humilhe a ganância
Não há fé que não vença a rebeldia
Não há rendição que não cesse a guerra
Não há silêncio que não quebre a exaltação
Não há compreensão que não incomode o erro
Não há verdade que não derrube a mentira
Há olhos que observam os meus atos
e também os teus:
não há atos que não sejam vistos
nem há pensamentos que não cheguem a Deus !!!

Silvia Schmidt

Querer é poder

Quando você não possue o que deseja,
você pode valorizar aquilo que tem.
Se não consegue obter a afeição
daqueles a quem ama,
não se esqueça de se dedicar aos que amam você,
especialmente quando necessitam do seu concurso.
Quando não se lhe faça possível
criar a grande alegria que alguém lhe solicite,
você pode doar a esse alguém
o sorriso que menos lhe custa.
Se não dispõe de recursos para colaborar
com o muito com que estimaria brindar
a essa ou aquela realização de beneficência,
oferte a migalha ao seu alcance.
O essencial não é o tamanho do bem
que se queira e, sim,
o tamanho do amor
que você coloque no bem que decida a fazer!


Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Martin era um sapateiro em uma vila pequena. Desde que morreu a esposa e os filhos, ele se tornou triste.

Um dia, um homem sábio lhe falou que ele deveria ler os evangelhos porque lá ele descobriria como Deus gostaria que ele vivesse.

Martin passou a ler os evangelhos. Certo dia leu a narrativa do evangelho de Lucas do banquete em casa do rico fariseu que recebeu Jesus em sua casa, mas não providenciou água para os pés, nem ungiu a cabeça de Jesus, nem o beijou.

Naquela noite, Martin foi dormir pensando em como ele receberia Jesus, se ele viesse a sua casa.

De repente, acordou sobressaltado com uma voz que lhe dizia: "Martin! Olha para a rua amanhã, pois eu virei."

Logo cedo, o sapateiro acendeu o fogo e preparou sua sopa de repolho e seu mingau.

Começou a trabalhar e se sentou junto à janela para melhor ver a rua.

Pensando na noite da véspera, mais olhava a rua do que trabalhava.

Passou um porteiro de casa, um carregador de água. Depois uma mulher com sapatos de camponesa, com um bebê ao colo. Ela estava vestida com roupas pobres, leves e velhas. Segurando o bebê junto ao corpo, buscava protegê-lo do vento frio que soprava forte.

Martin convidou-a a entrar e lhe serviu sopa. Enquanto comia ela contou sua vida. Seu marido era soldado. Estava longe há oito meses. Ela já vendera tudo o que tinha e acabara de empenhar seu xale.

Martin buscou um casaco grosso e pesado e envolveu a mulher e o filho. Depois de alimentados e agasalhados, eles se foram, não sem antes Martin deixar na mão da pobre mãe umas moedas para que ela pudesse tirar o xale do penhor.

Quando um velho que trabalhava na rua, limpando a neve da frente das casas, parou para descansar, encostado à parede da sua oficina e lar, Martin o convidou a entrar.

Serviu-lhe chá quente e lhe falou da sua espera. Ele aguardava Jesus.

O velho homem foi embora, reconfortado no corpo e na alma e Martin voltou a costurar uma botina.

O dia acabou. E quando ele não podia mais ver para passar a agulha pelos furos do couro, juntou suas ferramentas, varreu o chão e colocou o lampião sobre a mesa.

Buscou o Evangelho e o abriu. Então, ouvindo passos, ele olhou em volta. Uma voz sussurrou: "Martin, você não me conhece?"

"Quem é?", perguntou o sapateiro.

"Sou eu" disse a voz. E num canto da sala, apareceu a mulher com o bebê ao colo. Ela sorriu, o bebê também e então desapareceram.

"Sou eu" tornou a falar a voz. Em outro canto apareceu o velho homem. Sorriu. E desapareceu.

A alma de Martin se alegrou. Ele começou a ler o evangelho onde estava aberto.

"Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era hóspede, e me recolhestes."

No fim da página, ele leu: "quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes."

E Martin compreendeu que o cristo tinha ido a ele naquele dia, e que ele o recebera bem.

Você sabia?

Que o nome do fariseu que deu o banquete para Jesus era Simão?

E que foi nesse banquete que Maria de Magdala regou com suas lágrimas os pés de Jesus?

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na revista Presença Espírita nov/dez de 1996, pág. 28, Amor é isso.

Teu Destino, tu escolhestes

Mensagem de Chico Xavier



"Nasceste no lar que precisavas,

Vestiste o corpo físico que merecias,

Moras onde melhor Deus te proporcionou,

De acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes

com as tuas necessidades, nem mais,

nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste

espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,

com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,

buscas, expulsas, modificas tudo aquilo

que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes.

São as fontes de atração e repulsão na tua jornada de vivências

Não reclames nem te faças de vítima.

Antes de tudo, analisa e observa.

A mudança está em tuas mãos.

Reprograma tua meta,

Busca o bem e viverás melhor.

Embora ninguém possa voltar atrás e

fazer um novo começo,

Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim".
SE VOCÊ PUDER

Se você puder, hoje ainda:

olvide contratempos e mostre um sorriso mais amplo para aqueles que lhe compartilham a vida;

dê mais um toque de felicidade e beleza em seu recanto doméstico;

faça a visita, mesmo ligeira, ao doente que você deseja reconfortar;

escreva, ainda que seja um simples bilhete, transmitindo esperança e tranqüilidade, em favor de alguém;

melhore os seus conhecimentos, no setor de trabalho a que esteja empregado o seu tempo;

estenda algo mais de otimismo e de alegria aos que se encontrem nas suas faixas de convivência;

procure esquecer - mas esquecer mesmo - tudo o que se lhe faça motivo de tristeza ou aborrecimento;

leia alguma página edificante e escute música que pacifique o coração;

dedique alguns minutos à meditação e à prece;

pratique, pelo menos, uma boa ação sem contar isso a ninguém.

Estas indicações de apoio espiritual, se forem observadas, farão grande bem aos outros, mas especialmente à você mesmo.

André Luiz - por Chico Xavier

Que Nosso Amado Mestre Jesus lhe cubra com seu manto de amor
• Tem pão velho?

• Vou contar um fato corriqueiro, que, inesperadamente, me trouxe uma grande lição de vida.
Era um fim de tarde de sábado. Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos, dizendo:
- Dona, tem pão velho?
Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.
Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei:
- Onde você mora?
- Depois do zoológico.
- Bem longe, hein?
- É... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.
- Você está na escola?
- Não. Minha mãe não pode comprar material.
- Seu pai mora com vocês?
- Ele sumiu.
E o papo prosseguiu, até que disse:
- Vou buscar o pão. Serve pão novo?
- Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente.
Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança, daquele menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.
Caros amigos, quantas lições podemos tirar desta resposta:
"Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente!"
Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!
Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa...
e eu dando "pão novo", mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.
Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse: "Eu sou o pão da vida!"
Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando uma só palavra sua...
Vencerás.
Não desanimes
Persiste mais um tanto
Não cultives o pessimismo
Centraliza-te no bem a fazer
Esquece as sugestões do medo destrutivo
Segue adiante,mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja pôr entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consinta que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones à dificuldade.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia a dia.
Não desista da paciência.
Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para injúria.
Perdão as ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibradas te destruam o
trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho reajusta a própria
visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Estuda buscando aprender.
Não te voltes contra ninguém.
Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima.
Resguarda-te em DEUS e preserva no trabalho que DEUS te confiou.
Ama sempre,fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim VENCERÁS.

Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Imperfeições morais


Certo dia, um casal ao chegar do trabalho, encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões, ficaram assustados. Mas um homem forte e saudável com corpo de halterofilista disse:

- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.

- Mas quem são vocês? Pergunta a mulher.

- Eu sou a PREGUIÇA responde o homem másculo. Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.

- Como você pode ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando e praticando esportes? Indagou a mulher.

- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos. Com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.

- Uma mulher curvada, com a pele muito enrugada que mais parecia uma bruxa disse:

- Eu meus filhos, sou a LUXÚRIA.

- Não é possível! Diz o homem. Você não pode atrair ninguém com esta feiúra.

- Não há feiúra para a luxúria filhos. Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens. Sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos até a morte. Sou astuta, e posso me disfarçar na mais bela mulher ou homem que você já viu.

- Um mal cheiroso homem, vestindo uns maltrapilhos de roupas que mais parecia um mendigo disse:

- Eu sou a COBIÇA. Por mim muitos já mataram. Por mim muitos já abandonaram famílias e pátria. Sou tão antigo quanto a luxúria, mas eu não dependo dela para existir. Tenho essa aparência de mendigo porque por mais bem vestido que me apresente, por mais rico que pareça, com jóias, dinheiro e carros luxuosos, ainda assim, me verás desta forma. Porque a cobiça está tanto dentro do pobre quanto do rico.

- E eu sou a GULA! Disse uma lindíssima mulher, com o corpo escultural e cintura finíssima, seus contornos eram perfeitos, e tudo no corpo dela tinha harmonia de formas e movimentos.

Assustaram-se os donos da casa, e a mulher disse:

- Sempre imaginei que a gula fosse gorda!

- Isso é o que vocês pensam. Responde ela. Sou bela e atraente, porque se assim não fosse, seria muito fácil livrarem-se de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta. Quem tem a mim não se apercebe. Mostro-me sempre disposta a ajudar àqueles que querem fazer regimes, mas na verdade faço tudo ir de maneira sutil. Destruo o prazer de viver e destruo a beleza do corpo. Também por mim muitas famílias destruíram-se em busca da luxúria.

- Sentado em uma cadeira, num canto da casa, um senhor também velho, mas com o semblante bastante sereno, com voz doce e movimento suave disse:

- Eu sou a IRA! Alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios também. Não sou homem nem mulher assim como meus companheiros que estão aqui.

- Ira? Parece mais um vovô que todos gostaríamos de ter, diz a dona da casa.

- E a grande maioria me tem, responde o vovô. Mato com crueldade. Provoco brigas horríveis que destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim. Posso estar em qualquer lugar, e penetrar nas mais protegidas casas. Pareço calmo e sereno para mostrar-lhes que a ira pode estar no... aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas, sem me manifestar, provocando úlceras, cânceres, e as mais temíveis doenças.

- Eu sou a INVEJA! Faço parte da história do homem desde a sua aparição. Diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.

- Como inveja se és rica e bonita e parece ter tudo o que deseja? Disse a mulher da casa.

- Há os que são ricos; os que são poderosos; os que são famosos; e os que... não são nada disso. Mas eu estou entre todos. A inveja surge pelo que não se tem, e o que não se tem é a felicidade. Pois felicidade depende de amor, e isso é o que mais carecem na humanidade. Por causa de mim muita destruição já houve, mortes e sofrimento. Onde eu estou, está também a tristeza.

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de 5 a 6 anos, brincava pela casa. Sorridente e de aparência inocente, características das crianças. Sua face de delicados traços mostrava a plenitude da juventude. Olhos vívidos e enigmáticos parecia estar alheio aos acontecimentos. Quando foi indagado pelo dono da casa:

- E você garoto? O que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal?

- O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo:

- Eu sou o ORGULHO!

- Orgulho? Mas você é apenas uma criança, tão inocente quanto todas as outras.

O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assusta o casal, e então ele disse:

- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo. Mas não se enganem, sou tão destrutivo quanto todos aqui. Quer brincar comigo?

A preguiça interrompe a conversa e diz:

- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas. Queremos uma resposta.

O homem da casa responde:

- Por favor, dêem dez minutos para que possamos pensar.

O casal se dirige para seu quarto, e lá fazem várias considerações. Dez minutos depois retornam.

- Então? Pergunta a gula.

- Ante expectativa geral respondem: Queremos que o orgulho saia de nossas vidas.

O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém, respeitando a decisão, dirige-se para a saída.

Os outros, em silêncio, iam acompanhando o garoto, quando o homem da casa pergunta:

- Hei! Vocês vão embora também?

O menino, agora com ar severo e com a voz forte de um orador experiente, diz:

- Escolheram que o orgulho saísse de suas vidas, e fizeram a melhor escolha...

* Pois onde não há orgulho, não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver, não percebendo que na verdade vegetam.
* Onde não há orgulho, não há luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores de possuir os corpos de tantos quantos lhes convir, não percebendo que na verdade são objetos do instinto.
* Onde não há orgulho não há cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro.
* Onde não há orgulho não há gula, pois os gulosos se orgulham de suas condições, e jamais admitem que o são. Arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos.
* Onde não há orgulho não há ira, pois os irosos se orgulham de não serem passíveis e jamais abaixam a cabeça diante de qualquer situação. São incapazes de permitir que a vida lhes proporcione lições de aprendizado, e se revoltam com facilidade com aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições.
* Onde não há orgulho não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio, seja ele qual for. Precisam constantemente superar os demais nas conquistas. Não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança e da falta de amor à vida. Adeus!

Saíram todos sem olhar para traz. E ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto. E como haviam se livrado dessas imperfeições morais eles adquiriram condições de galgar a mundos melhores

"Desejar melhoras materiais, conforto e lazer não é condenado. O que se deve evitar é a inveja de quem já conquistou estas facilidades. Diga ao público que todos podemos e devemos buscar uma situação material estável, mas que isso não seja motivo de angústia e revolta.A vida não é só constituída de prazeres terrenos. Pelo contrário, a matéria não nos traz estabilidade, pois é cercada de bons e maus momentos.
O que precisamos é buscar o equilíbrio espiritual, e com isso, todo o restante nos será acrescentado, como disse Jesus. Pois estaremos abertos a novas conquistas, materiais e espirituais, e teremos condições de escolher os melhores caminhos que nos trarão o que almejamos".

......