quinta-feira, 12 de maio de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

O PACOTE DE BOLACHA


Uma moça estava a espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto.
Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo. Comprou, também, um pacote de bolachas.
Sentou-se numa poltrona, na sala Vip do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz.
Ao lado da poltrona onde estava o saco de bolachas sentou-se um homem, que abriu uma revista e começou a ler.
Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma. Sentiu-se indignada mas não disse nada. Apenas pensou: “Mas que cara de pau ! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho, para que ele nunca mais esquecesse desse atrevimento ! “
A cada bolacha que ela pegava , o homem também pegava uma. Aquilo a foi deixando indignada, mas não conseguia reagir.
Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
“ah... O que esse abusado vai fazer agora ? ”
Então, o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela.
Ah!! Aquilo era demais ! Ela estava bufando de raiva !
Então, ela pegou seu livro e suas coisas e se dirigiu ao local de embarque.
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona, já no interior do avião, olhou dentro da bolsa para pegar alguma coisa; e, para sua surpresa, o seu pacote de bolachas estava lá, ainda intacto, fechadinho !

Ela sentiu tanta vergonha ! Ela percebeu que a errada era ela...
Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas em sua bolsa
O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado.
Enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo a dela com ele. E já não havia mais tempo para se explicar .. Nem pedir desculpas !

Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo a “bolacha” dos outros, e não temos consciência disso !
Antes de concluir, observe melhor!
Talvez as coisas não sejam exatamente como pensa !
Não pense o que não sabe sobre as pessoas.


Existem 4 coisas que não se recuperam ...

A pedra ......depois de atirada!!
A palavra ......depois de proferida !
A ocasião ......depois de perdida !
E o tempo ......depois de passado!

Pensem nisso...

CARIDADE E VOCÊ



Você tem observado os quadros do mundo e tem sentido o coração apertado,
mais de uma vez.
Você assiste, pela TV, as cenas de crianças morrendo de fome, de doentes em
corredores de hospitais perecendo por falta de assistência.
"É o caos", pensa você. E espera que o governo tome providências. Que as
autoridades se movimentem.
Entretanto, não se demore na posição de comentarista.
Pense no que você pode fazer.
Não diga que é pobre e incapaz de contribuir na campanha do bem ao próximo.
Pensemos juntos.
Se você renunciar a um refrigerante em cada cinco, segundo os seus hábitos,
poderá destinar a quantia, ao final de um mês a um hospital.
A sua renúncia equivalerá a uma medicação para um doente.
Se você renunciar ao cinema uma vez em cada cinco, endereçando o valor
economizado a uma creche, ao término de algumas semanas a instituição
contará com mais leite em favor daquelas crianças.
Se você renunciar à compra de uma revista em cada cinco que costuma
adquirir, ao término de duas ou três semanas, o valor poderá ser destinado a
uma instituição que acolha idosos.
O dinheiro poderá servir, quem sabe, para comprar uns docinhos extras,
pequenas guloseimas que eles ainda apreciam.
Se você economizar as peças de vestuário, guardando a importância
equivalente a uma delas em cada cinco, ao final de um ano você disporá de
recursos suficientes para vestir alguém que a nudez ameaça.
Se você deixar de ir ao restaurante uma vez em cada cinco que costume ir, ao
final de algumas semanas, poderá encaminhar o valor economizado a um
albergue para alimentar quem se encontra distante do próprio lar.
Se você economizar o equivalente à aquisição de um novo calçado, a cada
cinco, poderá endereçar o valor para uma instituição que lute com
dificuldades para pagar a conta da energia elétrica, da água ou do
supermercado.
Não espere, portanto, pelas decisões do governo. Ou que pessoas mais
abonadas do que você realizem aquilo que você pode realizar.
Será uma gota no oceano, dirá você. Mas não esqueça que o oceano é feito de
gotas d'água e que o rio começa com um filete na fenda da montanha.
Não espere pela bondade dos outros.
Lembre-se daquela que você mesmo pode fazer.
É possível que você diga que tem direito ao supérfluo, porque luta e
trabalha para isso. E tem razão. Mas pense naqueles a quem falta o
necessário.
Você pode afirmar que está contribuindo com a indústria do refrigerante, a
mídia escrita, as empresas da moda e os restaurantes.
Porque todos são fonte de trabalho para muitas pessoas. É verdade. Mas o que
você economizar, destinando a outrem, continuará movimentando a indústria e
o comércio.
E estará diminuindo dores, mitigando a fome, protegendo corpos, enriquecendo
um pouco a mesa de alguém que já abandonou os sonhos há muito tempo...
Não contestamos seu direito de decidir a forma de empregar os seus recursos
amoedados.
A vontade é atributo do espírito. É dádiva de Deus para que decidamos, por
nós, quanto à direção do próprio destino.
O nosso lembrete é somente uma sugestão para aqueles que acreditam na força
da caridade.
E essa caridade só terá realmente valor se houver algum laço entre a
caridade e você.

***

Caridade é bênção sublime a se desdobrar em socorro silencioso.
É uma escada de luz onde o próximo é o degrau evolutivo que permite a
ascensão e o auxílio fraternal é oportunidade iluminativa.
A caridade - vida da alma - é a mais alta conquista que o homem poderá
colocar como meta para si mesmo.

www.casa.momento.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Além do que podemos

Ouvimos, como motivação ou intenção de consolo, talvez mesmo um pequeno raio de esperança, que Deus não nos dá a carga além da que podemos carregar.
É assim que suportamos, passo a passo, os fardos que chegam a nós e as misérias que ouvimos, previstas há séculos, às quais recebemos sempre como algo surpreendentemente novo e assustador.
Não sabemos como vai ser o amanhã, mas nos sabemos cabeças nuas e sujeitas ao que vier.
Não estamos preparados para a dor e desolação e jamais estaremos.
Pés calejados não suportam melhor os calçados apertados.
É assim que, mesmo 'preparados' mal suportamos as cargas e com lágrimas as carregamos.
Sobrevivemos a elas e os que não sobrevivem é por que os limites foram atingidos.
Se a dor vence a força é porque a paz estava no descanso eterno.
Compreendemos mal essas verdades; vivemos mal essas verdades e se não aceitamos, aprendemos o que significa a resignação.
Grandes tragédias sempre existiram.
Guerras, enchentes, terremotos, pragas e pestes, cidades inteiras destruídas já são citadas no Antigo Testamento...
o que é diferente nos dias atuais são os meios de comunicação que tornam tudo imediatamente acessível, aos ouvidos e olhos.
Se não sabemos, não sofremos; se sabemos e não vemos, sofremos menos.
Nosso amor a Deus não pode ser condicional ao que vivemos, por que o amor dEle não é condicional ao que oferecemos.
Isso não é uma palavra de consolo, nem uma pequena luz de esperança para o dia de amanhã, mas uma verdade que nos conduzirá ao sentimento de paz e à vida eterna.
Se as cargas são por demais pesadas e aparentemente insuportáveis e continuamos de pé é que ainda temos um caminho pela frente, para viver e estender a mão aos que carregam cruzes mais pesadas que as nossas.

Transparência de Deus

Durante uma viagem, um jornalista fez uma pergunta a Madre Teresa de Calcutá.
- Madre, a senhora tem setenta anos. Quando morrer, o mundo será como era antes. O que mudou depois de tanto sacrifício?
- Veja, eu nunca havia pensado em poder mudar o mundo! Procurei apenas ser uma gota de água límpida, pura, na qual pudesse transparecer o amor de Deus. Você acha que isso é pouco?
O jornalista não soube o que responder e Madre Teresa continuou:
- Procure você também ser uma gota de água límpida e assim seremos dois. Você é casado?
- Sim, Madre.
- Então diga também a sua esposa e assim seremos três. Tem filhos?
- Sim, tenho três filhos, Madre.
- Ah, diga igualmente para seus filhos e então seremos seis...

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Em outra ocasião, Madre Teresa percebeu que um fotógrafo insistia em fotografar seus olhos em close. Então perguntou:
- Por favor, diga-me, por qual motivo que fotografar os meus olhos?
- Porque seus olhos, Madre, são os mais felizes que eu já vi.
- Sim - respondeu ela - Meus olhos são felizes porque minhas mãos já enxugaram muitas lágrimas.

(Texto adaptado do Boletim Encontro, do apostolado da Oração de Curitiba, PR - Por Ir. Mary Clare Millea, ASCJ)