quinta-feira, 28 de maio de 2009

Martin era um sapateiro em uma vila pequena. Desde que morreu a esposa e os filhos, ele se tornou triste.

Um dia, um homem sábio lhe falou que ele deveria ler os evangelhos porque lá ele descobriria como Deus gostaria que ele vivesse.

Martin passou a ler os evangelhos. Certo dia leu a narrativa do evangelho de Lucas do banquete em casa do rico fariseu que recebeu Jesus em sua casa, mas não providenciou água para os pés, nem ungiu a cabeça de Jesus, nem o beijou.

Naquela noite, Martin foi dormir pensando em como ele receberia Jesus, se ele viesse a sua casa.

De repente, acordou sobressaltado com uma voz que lhe dizia: "Martin! Olha para a rua amanhã, pois eu virei."

Logo cedo, o sapateiro acendeu o fogo e preparou sua sopa de repolho e seu mingau.

Começou a trabalhar e se sentou junto à janela para melhor ver a rua.

Pensando na noite da véspera, mais olhava a rua do que trabalhava.

Passou um porteiro de casa, um carregador de água. Depois uma mulher com sapatos de camponesa, com um bebê ao colo. Ela estava vestida com roupas pobres, leves e velhas. Segurando o bebê junto ao corpo, buscava protegê-lo do vento frio que soprava forte.

Martin convidou-a a entrar e lhe serviu sopa. Enquanto comia ela contou sua vida. Seu marido era soldado. Estava longe há oito meses. Ela já vendera tudo o que tinha e acabara de empenhar seu xale.

Martin buscou um casaco grosso e pesado e envolveu a mulher e o filho. Depois de alimentados e agasalhados, eles se foram, não sem antes Martin deixar na mão da pobre mãe umas moedas para que ela pudesse tirar o xale do penhor.

Quando um velho que trabalhava na rua, limpando a neve da frente das casas, parou para descansar, encostado à parede da sua oficina e lar, Martin o convidou a entrar.

Serviu-lhe chá quente e lhe falou da sua espera. Ele aguardava Jesus.

O velho homem foi embora, reconfortado no corpo e na alma e Martin voltou a costurar uma botina.

O dia acabou. E quando ele não podia mais ver para passar a agulha pelos furos do couro, juntou suas ferramentas, varreu o chão e colocou o lampião sobre a mesa.

Buscou o Evangelho e o abriu. Então, ouvindo passos, ele olhou em volta. Uma voz sussurrou: "Martin, você não me conhece?"

"Quem é?", perguntou o sapateiro.

"Sou eu" disse a voz. E num canto da sala, apareceu a mulher com o bebê ao colo. Ela sorriu, o bebê também e então desapareceram.

"Sou eu" tornou a falar a voz. Em outro canto apareceu o velho homem. Sorriu. E desapareceu.

A alma de Martin se alegrou. Ele começou a ler o evangelho onde estava aberto.

"Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era hóspede, e me recolhestes."

No fim da página, ele leu: "quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes."

E Martin compreendeu que o cristo tinha ido a ele naquele dia, e que ele o recebera bem.

Você sabia?

Que o nome do fariseu que deu o banquete para Jesus era Simão?

E que foi nesse banquete que Maria de Magdala regou com suas lágrimas os pés de Jesus?

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na revista Presença Espírita nov/dez de 1996, pág. 28, Amor é isso.

Teu Destino, tu escolhestes

Mensagem de Chico Xavier



"Nasceste no lar que precisavas,

Vestiste o corpo físico que merecias,

Moras onde melhor Deus te proporcionou,

De acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes

com as tuas necessidades, nem mais,

nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste

espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,

com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,

buscas, expulsas, modificas tudo aquilo

que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes.

São as fontes de atração e repulsão na tua jornada de vivências

Não reclames nem te faças de vítima.

Antes de tudo, analisa e observa.

A mudança está em tuas mãos.

Reprograma tua meta,

Busca o bem e viverás melhor.

Embora ninguém possa voltar atrás e

fazer um novo começo,

Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim".
SE VOCÊ PUDER

Se você puder, hoje ainda:

olvide contratempos e mostre um sorriso mais amplo para aqueles que lhe compartilham a vida;

dê mais um toque de felicidade e beleza em seu recanto doméstico;

faça a visita, mesmo ligeira, ao doente que você deseja reconfortar;

escreva, ainda que seja um simples bilhete, transmitindo esperança e tranqüilidade, em favor de alguém;

melhore os seus conhecimentos, no setor de trabalho a que esteja empregado o seu tempo;

estenda algo mais de otimismo e de alegria aos que se encontrem nas suas faixas de convivência;

procure esquecer - mas esquecer mesmo - tudo o que se lhe faça motivo de tristeza ou aborrecimento;

leia alguma página edificante e escute música que pacifique o coração;

dedique alguns minutos à meditação e à prece;

pratique, pelo menos, uma boa ação sem contar isso a ninguém.

Estas indicações de apoio espiritual, se forem observadas, farão grande bem aos outros, mas especialmente à você mesmo.

André Luiz - por Chico Xavier

Que Nosso Amado Mestre Jesus lhe cubra com seu manto de amor
• Tem pão velho?

• Vou contar um fato corriqueiro, que, inesperadamente, me trouxe uma grande lição de vida.
Era um fim de tarde de sábado. Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos, dizendo:
- Dona, tem pão velho?
Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.
Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei:
- Onde você mora?
- Depois do zoológico.
- Bem longe, hein?
- É... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.
- Você está na escola?
- Não. Minha mãe não pode comprar material.
- Seu pai mora com vocês?
- Ele sumiu.
E o papo prosseguiu, até que disse:
- Vou buscar o pão. Serve pão novo?
- Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente.
Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança, daquele menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.
Caros amigos, quantas lições podemos tirar desta resposta:
"Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente!"
Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!
Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa...
e eu dando "pão novo", mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.
Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse: "Eu sou o pão da vida!"
Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando uma só palavra sua...
Vencerás.
Não desanimes
Persiste mais um tanto
Não cultives o pessimismo
Centraliza-te no bem a fazer
Esquece as sugestões do medo destrutivo
Segue adiante,mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja pôr entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consinta que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones à dificuldade.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia a dia.
Não desista da paciência.
Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para injúria.
Perdão as ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibradas te destruam o
trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho reajusta a própria
visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Estuda buscando aprender.
Não te voltes contra ninguém.
Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima.
Resguarda-te em DEUS e preserva no trabalho que DEUS te confiou.
Ama sempre,fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim VENCERÁS.

Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Imperfeições morais


Certo dia, um casal ao chegar do trabalho, encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões, ficaram assustados. Mas um homem forte e saudável com corpo de halterofilista disse:

- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.

- Mas quem são vocês? Pergunta a mulher.

- Eu sou a PREGUIÇA responde o homem másculo. Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.

- Como você pode ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando e praticando esportes? Indagou a mulher.

- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos. Com ela ninguém pode chegar a ser um vencedor.

- Uma mulher curvada, com a pele muito enrugada que mais parecia uma bruxa disse:

- Eu meus filhos, sou a LUXÚRIA.

- Não é possível! Diz o homem. Você não pode atrair ninguém com esta feiúra.

- Não há feiúra para a luxúria filhos. Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens. Sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter crianças e trazer doenças para todos até a morte. Sou astuta, e posso me disfarçar na mais bela mulher ou homem que você já viu.

- Um mal cheiroso homem, vestindo uns maltrapilhos de roupas que mais parecia um mendigo disse:

- Eu sou a COBIÇA. Por mim muitos já mataram. Por mim muitos já abandonaram famílias e pátria. Sou tão antigo quanto a luxúria, mas eu não dependo dela para existir. Tenho essa aparência de mendigo porque por mais bem vestido que me apresente, por mais rico que pareça, com jóias, dinheiro e carros luxuosos, ainda assim, me verás desta forma. Porque a cobiça está tanto dentro do pobre quanto do rico.

- E eu sou a GULA! Disse uma lindíssima mulher, com o corpo escultural e cintura finíssima, seus contornos eram perfeitos, e tudo no corpo dela tinha harmonia de formas e movimentos.

Assustaram-se os donos da casa, e a mulher disse:

- Sempre imaginei que a gula fosse gorda!

- Isso é o que vocês pensam. Responde ela. Sou bela e atraente, porque se assim não fosse, seria muito fácil livrarem-se de mim. Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta. Quem tem a mim não se apercebe. Mostro-me sempre disposta a ajudar àqueles que querem fazer regimes, mas na verdade faço tudo ir de maneira sutil. Destruo o prazer de viver e destruo a beleza do corpo. Também por mim muitas famílias destruíram-se em busca da luxúria.

- Sentado em uma cadeira, num canto da casa, um senhor também velho, mas com o semblante bastante sereno, com voz doce e movimento suave disse:

- Eu sou a IRA! Alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios também. Não sou homem nem mulher assim como meus companheiros que estão aqui.

- Ira? Parece mais um vovô que todos gostaríamos de ter, diz a dona da casa.

- E a grande maioria me tem, responde o vovô. Mato com crueldade. Provoco brigas horríveis que destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim. Posso estar em qualquer lugar, e penetrar nas mais protegidas casas. Pareço calmo e sereno para mostrar-lhes que a ira pode estar no... aparentemente manso. Posso também ficar contido no íntimo das pessoas, sem me manifestar, provocando úlceras, cânceres, e as mais temíveis doenças.

- Eu sou a INVEJA! Faço parte da história do homem desde a sua aparição. Diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.

- Como inveja se és rica e bonita e parece ter tudo o que deseja? Disse a mulher da casa.

- Há os que são ricos; os que são poderosos; os que são famosos; e os que... não são nada disso. Mas eu estou entre todos. A inveja surge pelo que não se tem, e o que não se tem é a felicidade. Pois felicidade depende de amor, e isso é o que mais carecem na humanidade. Por causa de mim muita destruição já houve, mortes e sofrimento. Onde eu estou, está também a tristeza.

Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de 5 a 6 anos, brincava pela casa. Sorridente e de aparência inocente, características das crianças. Sua face de delicados traços mostrava a plenitude da juventude. Olhos vívidos e enigmáticos parecia estar alheio aos acontecimentos. Quando foi indagado pelo dono da casa:

- E você garoto? O que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal?

- O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo:

- Eu sou o ORGULHO!

- Orgulho? Mas você é apenas uma criança, tão inocente quanto todas as outras.

O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assusta o casal, e então ele disse:

- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo. Mas não se enganem, sou tão destrutivo quanto todos aqui. Quer brincar comigo?

A preguiça interrompe a conversa e diz:

- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas. Queremos uma resposta.

O homem da casa responde:

- Por favor, dêem dez minutos para que possamos pensar.

O casal se dirige para seu quarto, e lá fazem várias considerações. Dez minutos depois retornam.

- Então? Pergunta a gula.

- Ante expectativa geral respondem: Queremos que o orgulho saia de nossas vidas.

O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali. Porém, respeitando a decisão, dirige-se para a saída.

Os outros, em silêncio, iam acompanhando o garoto, quando o homem da casa pergunta:

- Hei! Vocês vão embora também?

O menino, agora com ar severo e com a voz forte de um orador experiente, diz:

- Escolheram que o orgulho saísse de suas vidas, e fizeram a melhor escolha...

* Pois onde não há orgulho, não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver, não percebendo que na verdade vegetam.
* Onde não há orgulho, não há luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus corpos e julgam-se merecedores de possuir os corpos de tantos quantos lhes convir, não percebendo que na verdade são objetos do instinto.
* Onde não há orgulho não há cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro.
* Onde não há orgulho não há gula, pois os gulosos se orgulham de suas condições, e jamais admitem que o são. Arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos.
* Onde não há orgulho não há ira, pois os irosos se orgulham de não serem passíveis e jamais abaixam a cabeça diante de qualquer situação. São incapazes de permitir que a vida lhes proporcione lições de aprendizado, e se revoltam com facilidade com aqueles que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições.
* Onde não há orgulho não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem o sucesso alheio, seja ele qual for. Precisam constantemente superar os demais nas conquistas. Não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança e da falta de amor à vida. Adeus!

Saíram todos sem olhar para traz. E ao baterem a porta, um fulminante raio de luz invadiu o recinto. E como haviam se livrado dessas imperfeições morais eles adquiriram condições de galgar a mundos melhores

"Desejar melhoras materiais, conforto e lazer não é condenado. O que se deve evitar é a inveja de quem já conquistou estas facilidades. Diga ao público que todos podemos e devemos buscar uma situação material estável, mas que isso não seja motivo de angústia e revolta.A vida não é só constituída de prazeres terrenos. Pelo contrário, a matéria não nos traz estabilidade, pois é cercada de bons e maus momentos.
O que precisamos é buscar o equilíbrio espiritual, e com isso, todo o restante nos será acrescentado, como disse Jesus. Pois estaremos abertos a novas conquistas, materiais e espirituais, e teremos condições de escolher os melhores caminhos que nos trarão o que almejamos".

......