Iniciava-se mais um dia em uma grande cidade. A agitação e o grande número de carros nas ruas refletia a época do ano: faltava uma semana para o Natal.
Nas ruas, misturavam-se os carros daqueles que se dirigiam ao trabalho e dos que iam às compras. Era difícil deslocar-se com rapidez.
Em um posto policial, localizado em uma praça da cidade, a rotina era tranquila até que um carro se aproximou em alta velocidade e estacionou. O motorista chamou o guarda quase com desespero.
No carro, uma mulher dava à luz uma criança. O policial solicitou uma ambulância pelo rádio e dirigiu-se ao veículo. Não era possível esperar: a criança estava nascendo.
Mesmo sem ter feito um parto sozinho anteriormente o policial não titubeou. O treinamento lhe veio à memória e o parto transcorreu sem problemas aparentes.
No entanto, em meio à emoção e à dor, a mãe percebeu que o bebê não se movimentava e parecia estar arroxeado, e pediu ao guarda que o ajudasse.
Um exame rápido e não foi difícil perceber que o cordão umbilical estava enrolado em torno do pescoço do recém-nato, e lhe provocava asfixia.
Novamente o treinamento lhe veio à mente e, com uma rápida manobra, retirou a circular do cordão. Observou, então, que o bebê respirou profundamente.
Em seguida, a ambulância chegou ao local, levando a mãe e o bebê para um hospital, onde chegaram ambos bem.
Não demorou para que jornalistas se dirigissem ao posto policial para entrevistar aquele que se tornaria o herói do dia na cidade.
Jornais on line, Rádio e TV noticiaram o fato inusitado e o policial era o centro das atenções. Mesmo com a agitação da cidade, a notícia chamou a atenção de muitos.
No final da tarde, em uma padaria próxima ao posto de guarda, o policial não conseguia sequer lanchar. Era abordado por todos que queriam o seu relato. Emocionado, ele se dizia realizado por salvar a vida da criança.
Muitos se sensibilizaram com a notícia. Na verdade, não foi apenas a vida daquela pequena criança que foi salva, mas a felicidade de toda uma família que aguardava seu nascimento.
* * *
Como esse policial, muitas são as pessoas que realizam atos de verdadeira bravura salvando vidas, auxiliando pessoas em momento de extrema necessidade, vencendo limites para ajudar o próximo.
Sem dúvida, essas pessoas não agem sem proteção, pois muitas vezes realizam atos para os quais não estão aparentemente preparadas, e, por vezes, ultrapassam até mesmo suas resistências físicas.
Quando alguém quer sinceramente agir no bem entra em sintonia com o mundo espiritual e recebe sua ajuda, sob forma de intuição, de coragem, de uma força que surpreende até mesmo aquele que a recebe.
O verdadeiro herói age desinteressadamente. Não almeja a fama, não deseja recompensa que não seja a de ver o próximo feliz. Mas tais atos, quando noticiados, podem nos servir de exemplos.
Exemplos de abnegação, de dedicação, de doação ao próximo, de ausência de egoísmo.
Enfim: exemplos de amor que transformam, diariamente, um incontável número de pessoas em verdadeiros heróis anônimos.
Redação do Momento Espírita, com base em fato.
Em 30.04.2010.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
O feixe de lenha
Conta-se que um próspero fazendeiro, dono de muitas propriedades, estava gravemente enfermo.
Mas, muito mais que sua doença, o que mais o incomodava era o clima de desarmonia que reinava entre seus quatro filhos.
Pensando em dar uma lição importante, ele chamou os quatro para fazer uma revelação importante:
Como vocês sabem, eu estou velho, cansado e creio que não me resta muito tempo de vida.
Por isso, chamei-os aqui para avisá-los que vou deixar todos os meus bens para apenas um de vocês.
Os filhos, surpresos, se entreolharam e ouviram o restante que o pai tinha a lhes dizer:
Vocês estão vendo aquele feixe de gravetos ali, encostado naquela porta? Pois bem, aquele que conseguir partir ao meio, apenas com as mãos, este será o meu herdeiro.
De início acharam um tanto absurda a proposta, mas pensando no prêmio logo começaram a tentar quebrar o feixe.
Tentaram, tentaram, e por mais esforços que fizessem, nenhum foi bem sucedido no tentame.
Indignados com o pai, que lhes propusera algo impossível, começaram a reclamar.
Este então se colocou em pé, e disse que ele mesmo iria quebrá-lo. Os filhos o fitaram, incrédulos.
O velho homem começou a retirar, um a um, os gravetos do feixe, e foi quebrando-os separadamente, até não mais restar um único graveto inteiro.
Voltou o olhar para os filhos e concluiu:
Eu não tenho o menor interesse em deixar os meus bens para só um de vocês. Eu quero, na verdade, que vocês, juntos, sejam os sucessores do meu trabalho.
Sucessores que trabalhem com garra, dedicação, e acima de tudo, repletos de amor, uns pelos outros.
E disse ainda:
Enquanto vocês estiverem unidos, nada poderá pôr em risco tudo que construí para vocês.
Nada, nem ninguém, os quebrará. Mas, separadamente, vocês serão tão frágeis quanto cada um destes gravetos.
* * *
Dois pedaços de madeira podem sustentar mais peso do que a soma que cada um pode aguentar separadamente.
Da mesma forma, ajudando-nos uns aos outros, mantendo-nos unidos por bons sentimentos, suportaremos muito melhor os impactos que a vida nos apresentará.
A tão presente expressão: Cada um por si, e Deus por todos, precisa desaparecer de nossos valores, de nossa filosofia de vida.
O mundo individualista não tem futuro. O egoísmo cederá lugar à caridade, ao importar-se um com o outro, à vida em grupo.
As famílias estarão muito mais fortes, preparadas para enfrentar desafios, quando unidas.
As organizações terão mais êxito e sucesso, quando cultivarem o espírito de equipe em seu ambiente diário.
As comunidades farão mais conquistas, crescerão mais rápido, quando perceberem que as pessoas juntas têm mais voz, têm mais poder de atuação.
As nações, por sua vez, entenderão que estamos todos juntos, neste globo, por uma causa muito especial: juntos evoluirmos, juntos alcançarmos os novos patamares celestes de felicidade.
* * *
Um pensamento antigo diz que A união do rebanho obriga o leão a ir dormir com fome...
Tão frágil parece o rebanho, se observarmos as características individuais de cada um de seus membros. Mas tão forte se faz, quando unido, a ponto de escapar dos maiores predadores.
A força unida é mais forte.
Redação do Momento Espírita com base em conto apresentado no livro S.O.S. - dinâmica de grupo, de Albigenor e Rose Militão, ed. Qualitymark.
Em 04.01.2010.
Conta-se que um próspero fazendeiro, dono de muitas propriedades, estava gravemente enfermo.
Mas, muito mais que sua doença, o que mais o incomodava era o clima de desarmonia que reinava entre seus quatro filhos.
Pensando em dar uma lição importante, ele chamou os quatro para fazer uma revelação importante:
Como vocês sabem, eu estou velho, cansado e creio que não me resta muito tempo de vida.
Por isso, chamei-os aqui para avisá-los que vou deixar todos os meus bens para apenas um de vocês.
Os filhos, surpresos, se entreolharam e ouviram o restante que o pai tinha a lhes dizer:
Vocês estão vendo aquele feixe de gravetos ali, encostado naquela porta? Pois bem, aquele que conseguir partir ao meio, apenas com as mãos, este será o meu herdeiro.
De início acharam um tanto absurda a proposta, mas pensando no prêmio logo começaram a tentar quebrar o feixe.
Tentaram, tentaram, e por mais esforços que fizessem, nenhum foi bem sucedido no tentame.
Indignados com o pai, que lhes propusera algo impossível, começaram a reclamar.
Este então se colocou em pé, e disse que ele mesmo iria quebrá-lo. Os filhos o fitaram, incrédulos.
O velho homem começou a retirar, um a um, os gravetos do feixe, e foi quebrando-os separadamente, até não mais restar um único graveto inteiro.
Voltou o olhar para os filhos e concluiu:
Eu não tenho o menor interesse em deixar os meus bens para só um de vocês. Eu quero, na verdade, que vocês, juntos, sejam os sucessores do meu trabalho.
Sucessores que trabalhem com garra, dedicação, e acima de tudo, repletos de amor, uns pelos outros.
E disse ainda:
Enquanto vocês estiverem unidos, nada poderá pôr em risco tudo que construí para vocês.
Nada, nem ninguém, os quebrará. Mas, separadamente, vocês serão tão frágeis quanto cada um destes gravetos.
* * *
Dois pedaços de madeira podem sustentar mais peso do que a soma que cada um pode aguentar separadamente.
Da mesma forma, ajudando-nos uns aos outros, mantendo-nos unidos por bons sentimentos, suportaremos muito melhor os impactos que a vida nos apresentará.
A tão presente expressão: Cada um por si, e Deus por todos, precisa desaparecer de nossos valores, de nossa filosofia de vida.
O mundo individualista não tem futuro. O egoísmo cederá lugar à caridade, ao importar-se um com o outro, à vida em grupo.
As famílias estarão muito mais fortes, preparadas para enfrentar desafios, quando unidas.
As organizações terão mais êxito e sucesso, quando cultivarem o espírito de equipe em seu ambiente diário.
As comunidades farão mais conquistas, crescerão mais rápido, quando perceberem que as pessoas juntas têm mais voz, têm mais poder de atuação.
As nações, por sua vez, entenderão que estamos todos juntos, neste globo, por uma causa muito especial: juntos evoluirmos, juntos alcançarmos os novos patamares celestes de felicidade.
* * *
Um pensamento antigo diz que A união do rebanho obriga o leão a ir dormir com fome...
Tão frágil parece o rebanho, se observarmos as características individuais de cada um de seus membros. Mas tão forte se faz, quando unido, a ponto de escapar dos maiores predadores.
A força unida é mais forte.
Redação do Momento Espírita com base em conto apresentado no livro S.O.S. - dinâmica de grupo, de Albigenor e Rose Militão, ed. Qualitymark.
Em 04.01.2010.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A mula
Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, vivia orgulhosa dentro do curral. Era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante animal do grupo. E confiante, falava consigo mesma:
Meu pai certamente foi um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado toda sua graciosidade, resistência, espírito e beleza.
Pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples animal de carga, cansada de tanto caminhar, exclama desconsolada:
Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, pode Ter sido apenas um simples Burro de carga.
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao desejar ser aquilo que não somos, estamos plantando dentro de nós a semente da frustração.
Meu pai certamente foi um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado toda sua graciosidade, resistência, espírito e beleza.
Pouco tempo depois, ao ser levada à uma longa jornada, como simples animal de carga, cansada de tanto caminhar, exclama desconsolada:
Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, pode Ter sido apenas um simples Burro de carga.
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao desejar ser aquilo que não somos, estamos plantando dentro de nós a semente da frustração.
A Lebre e o Cão de Caça
Um Cão de caça, depois de obrigar uma Lebre a sair de sua toca, e depois de uma longa perseguição, de repente parou a caçada.
Um Pastor de Cabras vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo:
Aquele pequeno animal é melhor corredor que você.
E o Cão de caça responde:
Você não vê a diferença que existe entre nós? Eu estava correndo apenas para conseguir um jantar, mas ele, corria por sua Vida.
Autor: Esopo
Moral da História:
O motivo pelo qual realizamos uma tarefa, é o que vai determinar sua qualidade final.
Um Pastor de Cabras vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo:
Aquele pequeno animal é melhor corredor que você.
E o Cão de caça responde:
Você não vê a diferença que existe entre nós? Eu estava correndo apenas para conseguir um jantar, mas ele, corria por sua Vida.
Autor: Esopo
Moral da História:
O motivo pelo qual realizamos uma tarefa, é o que vai determinar sua qualidade final.
A Lebre e a Tartaruga
Um dia, uma Lebre ridicularizou as pernas curtas e a lentidão da Tartaruga. A Tartaruga sorriu e disse: "Pensa você ser rápida como o vento; Mas Eu a venceria numa corrida."
A Lebre claro, considerou sua afirmação algo impossível, e aceitou o desafio. Convidaram então a Raposa, para servir de juiz, escolher o trajeto e o ponto de chegada.
E no dia marcado, do ponto inicial, partiram juntos. A Tartaruga, com seu passo lento, mas firme, determinada, em momento algum, parou de caminhar.
Mas a Lebre, confiante de sua velocidade, despreocupada com a corrida, deitou à margem da estrada para um rápido cochilo. Ao despertar, embora corresse o mais rápido que pudesse, não mais conseguiu alcançar a Tartaruga, que já cruzara a linha de chegada, e agora descansava tranqüila num canto.
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao trabalhador que realiza seu trabalho com zelo e persistência, sempre o êxito o espera.
A Lebre claro, considerou sua afirmação algo impossível, e aceitou o desafio. Convidaram então a Raposa, para servir de juiz, escolher o trajeto e o ponto de chegada.
E no dia marcado, do ponto inicial, partiram juntos. A Tartaruga, com seu passo lento, mas firme, determinada, em momento algum, parou de caminhar.
Mas a Lebre, confiante de sua velocidade, despreocupada com a corrida, deitou à margem da estrada para um rápido cochilo. Ao despertar, embora corresse o mais rápido que pudesse, não mais conseguiu alcançar a Tartaruga, que já cruzara a linha de chegada, e agora descansava tranqüila num canto.
Autor: Esopo
Moral da História:
Ao trabalhador que realiza seu trabalho com zelo e persistência, sempre o êxito o espera.
A Galinha e os Ovos de Ouro
Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha, que todo dia sem falta, botava um ovo de ouro.
Supondo que dentro dela deveria haver uma grande quantidade de ouro, eles então a sacrificam, para enfim pegar tudo de uma só vez.
Então, para surpresa dos dois, viram que a ave, em nada era diferente das outras galinhas.
Assim, o casal de tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham assegurado.
Autor: Esopo
Moral da História:
Quem tudo quer, tudo perde.
Supondo que dentro dela deveria haver uma grande quantidade de ouro, eles então a sacrificam, para enfim pegar tudo de uma só vez.
Então, para surpresa dos dois, viram que a ave, em nada era diferente das outras galinhas.
Assim, o casal de tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham assegurado.
Autor: Esopo
Moral da História:
Quem tudo quer, tudo perde.
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